
n. (28 de Agosto) 9 de Outubro de 1932, Sé, Porto, Porto
c. 13 de Maio de 1962, Santo Ildefonso, Porto, Porto
f. 15 de Janeiro de 2025, Santo António dos Cavaleiros, Loures, Lisboa
nss. 5
De testemunho oral, é sabido que
Maria Teresa Gomes de Lima Coelho Machado nasceu a 28 de Agosto de 1932, embora o seu pai,
José de Lima Coelho, a tenha registado como nascida a 9 de Outubro, na freguesia da Sé, no concelho e distrito do Porto.
A 13 de Maio de 1962, na igreja de Santo Ildefonso (cidade do Porto), casa-se com
Climero Gonçalves Machado, do qual é prima em segundo grau. De testemunho oral, sabe-se que houve alguma pressão para se casarem porque já iam ambos com cerca de 30 anos e "a idade estava a avançar e eles ainda solteiros".
Maria Teresa Machado
no dia do seu casamento (1962).
Em Dezembro 1972, poucos meses depois da partida de
Climero Machado para
Luanda (Angola),
Maria Teresa Machado parte também para lá com os filhos e uma prima. A união da família foi um valor que conservou toda a vida.
Tendo aterrado em Lisboa com a roupa que traziam vestida, com o título de
retornados tiveram que começar a vida do zero.
Bilhete de Identidade do
Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (1976).
Após um período de adaptação, a família fixou-se no recém-nascido bairro de Santo António dos Cavaleiros (Loures), e
Maria Teresa Machado encontrou emprego na firma
Vedicerca, onde trabalhou até aos 80 anos de idade.
Ao longo da vida, dedicou-se devotamente à fé cristã. No início da década de '80, participou em várias angariações de fundos para a construção da igreja paroquial de Santo António dos Cavaleiros e, a partir de 1984, ano da criação da Confraria de Nossa Senhora do Carmo, tornou-se consóror desta, com o número 10.
Cartão de Identidade da Confraria de Nossa Senhora do Carmo,
da paróquia de Santo António dos Cavaleiros (Loures, Lisboa).
Após ser-lhe recorrecida integridade moral e participação activa na comunidade cristã, em 1991 o Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom António Ribeiro, nomeia Maria Teresa Machado para a função de Ministra Extraordinária da Comunhão, ficando responsável por levar a Sagrada Eucaristia a várias pessoas da freguesia que, por doença, se encontravam impossibilitadas de ir à igreja.
Estas visitas estenderam-se além da Sagrada Eucaristia e, muitas vezes sem correr qualquer notícia, ajudava as pessoas necessitadas de coisas tão variadas como alimentação ou a simples companhia.
Cartão de nomeação de Maria Teresa Machado
como Ministra Extraordinária da Comunhão
por parte do Cardeal-Patriarca de Lisboa.
Apesar de ter afirmado várias vezes que não viveria tempo suficiente para ver netos, atingiu a idade de 92 anos, gastos a «amar Deus e ao próximo».
Maria Teresa Machado faleceu a 15 de Janeiro de 2025, na Casa de São Paulo do Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro, em Almada. As exéquias foram celebradas em Santo António dos Cavaleiros, e foi sepultada no Cemitério Municipal de Camarate.
Tendo partido na pobreza em que o desprendimento material a fez sempre viver, deixou um valioso legado moral aos três filhos, seis netos e três bisnetos que conheceu em vida.
Avó Teresa com alguns netos (circa 2015).
Eterna saudade dessa grande mulher que dedicou a sua vida aos outros e nunca para si própria.
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