Linhagem Werneck, do Brasil

 

Armas de Werneck


Eis os meus ascendentes de apelido Werneck, ilustre família no Brasil.

Reginalda América Werneck. Teve filhos de três homens: Manoel Francisco Moreira, António Barbosa Duarte (nss. 46), e um tal senhor Silva. Do primeiro, teve 2 filhos. Do segundo, 7 (entre os quais Maria Pia Duarte [nss. 23]). Do terceiro, mais 2. A nota biográfica apresentada em geneanet.org diz: Reginalda de Souza Werneck tinha terras contíguas em Valença (Fazenda da Cachoeira) com os filhos de Manoel Francisco Moreira. Viúva de Manoel, Reginalda casou-se em 1861 com Antonio Barbosa Duarte, com separação de bens. Mudou-se de Valença para Campos. Falecida em 15 de abril de 1870, Antonio Barbosa Duarte não procedeu ao inventário, e foi intimado em 1871 pelo curador dos órfãos. Reginalda era filha de:

Reginaldo de Sousa Werneck. Nasceu em Sacra Família do Tinguá (RJ), aos 24 de Dezembro de 1789. Para além de Reginalda, teve ainda Joaquim Reginaldo. Morreu em Natividade (RJ). Era o segundo de 3 filhos de:

Ignácio de Sousa Werneck. Também identificado como Ignácio III, nasceu em Valença (RJ) por volta de 1760. Casou a 13 de Maio de 1787, em Sacra Família do Tinguá (RJ) e, segundo a mesma fonte, morou na Fazenda da Cachoeira, em Rio das Flores, desmembrada da sesmaria do tio, Padre Manoel Gomes Leal. Era o quarto de 8 filhos de:

Teresa de Jesus Werneck. Baptisada em Barbacena (MG), aos 26 de Dezembro de 1726, casou com Manoel Gomes Leal (diferente do anterior) da Ilha do Pico, Açores, aos 12 de Agosto de 1751. Morreu aos 27 de Março de 1792. Era filha de:

Antónia Ribeira do Pilar Werneck (ou a irmã Ângela de Sousa Werneck). Baptisada aos 15 de Agosto de 1716, em Pilar do Iguaçú, Duque de Caxias (RJ), morreu em Paraíba do Sul (RJ). Era a sétima de 8 filhos de:

João Werneck. Considerado o patriarca da família Werneck no Brasil, consta que se mudou para Pilar do Iguaçú, Duque de Caxias (RJ) aquando do ataque de corsários franceses ao Rio de Janeiro. A origem deste indivíduo não é clara. DA mesma fonte: Segundo documentos compilados por Nelson Vieira Pamplona, revelados em seu livro " Família Werneck", John Bradneck (ou Braneck, como se supõe mais recentemente) chegou ao Brasil pouco antes de 1700. Neste livro são completadas, revisadas e alteradas versões anteriores, baseadas em trabalhos de Belisário Vieira Ramos e Francisco Klörs Werneck, tanto com relação à origem de John Bradneck, como completando os ramos da família pouco documentados. Um primeiro documento relata a venda de uma escrava em 1699, em que John se declara estrangeiro, falando e compreendendo, mas sem escrever em português. Pamplona conclui que John Bradneck teria sido católico inglês ou irlandes. Em 1704 alugou casa próxima à de seu futuro sogro, época em que se presume tenha casado com Isabel de Souza, filha de Francisco Gomes Ribeiro. Em 1711 John toma emprestada uma quantia em dinheiro, dando em garantia terras no caminho de Minas Gerais, tendo seu sogro como fiador, terras estas onde a família foi residir ao sair da cidade do Rio de Janeiro. Os franceses invadiram o Rio de Janeiro em 1711, o que deve ter motivado a mudança da família para o interior da província. Em Pilar do Iguaçú foram batizados 3 de seus filhos, incluindo Angela de Souza e Antonia Ribeira, de onde provêm toda a descendência conhecida, já que dos filhos homens não se possui muitas notícias.

O historiador Nireu Cavalcanti achou um documento em arquivo português que dá indícios que ele teria morrido na prisão, com os bens confiscados, por permitir que em suas terras saíssem os viajantes que evitavam os registros de entrada e saída da Capitania de Minas Gerais.





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