O meu brasão de armas
Um brasão de armas é uma representação visual de identidade. Ele identifica um indivíduo ou uma família ou clã, uma cidade ou nação, ou alguma corporação.
Essa identidade provém essencialmente do contexto familiar, geográfico, cronológico, ou cultural concreto no qual surge a entidade representada pelo brasão.
Por exemplo, Deus-Filho encarna num contexto concreto a tal ponto que a Sua genealogia vem relatada na Sagrada Escritura (cfr. Lc 3, 23-38 e Mt 1, 1-16) e Lhe é atribuída a pertença à tribo de David. Assim, hipoteticamente, seria possível fazer o brasão de armas de Jesus Cristo.
Tendo nascido num contexto igualmente concreto, o meu brasão de armas identifica vários ramos familiares dos quais sou descendente, assim como outros elementos específicos da minha vida. Ou seja, idenfica, com uma simples representação visual, a minha condição, no contexto de uma parte da minha herança familiar (genealogicamente falando).
Escudo de estilo inglês, esquartelado.
No primeiro quartel - armas de Machado: de vermelho, cinco machados de prata com cabo de ouro dispostos em aspa.
No segundo quartel - armas de Werneck: de ouro, dois braços armados de prata, entrecruzados, que sustentam respectivamente um coração de vermelho com um trevo de verde, e um trevo de verde.
No terceiro quartel - armas de Cunha: de ouro, nove cunhas de azul, postas em três palas.
No quarto quartel - partido - armas de Abreu: de vermelho, cinco coutos de águia de ouro dispostos em aspa; armas de Lima: de ouro, quatro palas de vermelho.
Timbrado com um galero de negro com duas borlas.
Cinta com o lema: "Eris Mecum in Paradiso" (Estarás coMigo no Paraíso - Lc 23, 43).
Neste brasão identifica-se a ascendência Machado, referente aos Senhores de Entre-Homem e Cávado (Minho); Werneck, a partir do ramo do Brasil, agraciados com numerosos títulos nobiliárquicos; Cunha, referente quer aos Senhores de Pombeiro quer aos Senhores de Tábua; e Abreu e Lima, referente a vários títulos nobiliárquicos associados à alta nobreza de Portugal, na região do Minho.
Por cima do escudo, um galero negro com duas borlas referente à condição de presbítero, e por baixo uma cinta com o lema da ordenação sacerdotal citando o Evangelho segundo São Lucas, capítulo 23, versículo 43.
Num escudo são usadas as armas que o brasonado puder legitimamente usar. A Carta de Armas é o documento oficial com o qual é reconhecida tal legitimidade, descrevendo aí brevemente o curriculum vitae da pessoa brasonada, a sua ascendência, e a descrição e o desenho oficial do brasão.



Gosto muito como escreves. A tua dedicação à procura de toda informação sobre a família é fascinante.
ResponderEliminarBem hajas 🙏
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Impecável : Parabéns pela qualidade e carinho familiar.
ResponderEliminarParabéns, excelente representação.
ResponderEliminarBeijinhos.