Linhagem Mota, de Tomar
Brasão de armas de Mota:
de verde, cinco flores-de-lis de ouro, postas em aspa.
Apresento hoje a linhagem de onde provém o meu apelido Mota (ou Motta). Até ao início do século XX, os Mota residem sempre no concelho de Tomar, distrito de Santarém, à excepção de um avô do concelho de Alpiarça. Desde o início do século XX, este apelido uniu-se a Carmo para passar a ser usado sempre em conjunto e assim designar o ramo da família Mota Carmo.
Antigamente grafado Motta, conforme o italiano Motta e o francês Motte, deriva do substantivo comum mota, que Meyer-Lübke faz derivar do provençal, que por sua vez vem do germânico motta, monte de terra.
A palavra significa aterro à borda dos rios, para proteger de alguma inundação as terras próximas. Em escocês, em irlandês e em baixo latim, mota, motta, era uma casa forte, rodeada de um fosso, paliçada, cuja terra, no momento da extração, serviu a elevação do terreno sobre a qual foi assentada a construção, o que tornava a escalada mais difícil ao escalante.
Pretendem alguns linhagistas que esta família provenha de um sobrinho do rei de França que, em Burgos, onde se fixou, era senhor de Mota.
De Fernão Mendes de Gundar, filho de Mem de Gundar, capitão do tempo do conde D. Henrique de Borgonha, pai do primeiro rei de Portugal descende Rui Gomes de Gundar, que adoptou o apelido Mota por viver na quinta da Mota, na freguesia de Santo Estevão de Vila-Chã, no tempo de D. Afonso II, rei de Portugal, e de sua mulher, D. Mor Afonso.
Segundo o marquês de Abrantes, o apelido tem raízes toponímicas e derivará da designação do lugar da Mota, no termo de Vilela, ou da quinta do mesmo nome, na freguesia de São Miguel de Fervença, comarca de Celorico de Basto, ou ainda de outros lugares, vilas e quintas da Mota que existem no nosso país.
Os oficiais de armas do século XV, ao determinarem as armas desta família estabeleceram confusão entre o seu nome e o da Mata, atribuindo aos Motas, as armas destes.
in Geneall.pt, Maio 2022.
Eis os meus antepassados desta linhagem, com a respectiva data e concelho de nascimento:
- Maria Filomena Maia Mota Carmo, n. 9 de Setembro de 1965 Lisboa; cc João P. G. C. G. Machado;
- Vasco Manuel Guizado Mota Carmo, n. 17 de Maio de 1935 Santarém; cc Ilda C. S. Maia;
- Miguel da Conceição Mota Carmo, n. 18 de Julho de 1900 Tomar; cc Alzira C. Ribeiro Guizado;
Foto pertencente à família do capitão Paiva Nunes (este oficial é o segundo da direita para a esquerda). Paiva Nunes escreveu nas costas da foto o seguinte: “Em Porto Novo, 5/4/942; tenente Sérgio, alferes Curto, eu, e capitão Mota Carmo (usava então bigode)”.
- Adriana Virgínia Nunes da Mota, n. 26 de Junho de 1884 Tomar; cc Adriano da Conceição;
- José Maria Mota, n. 30 de Novembro de 1852 Alpiarça; cc Emilia Pedro;
- Manuel Mota, n. 21 de Agosto de 1821 Tomar; cc Theodora da Jesus;
- António Mota, c. 8 de Outubro de 1817 Tomar; cc Francisca de Jesus;
- António José da Mota, n. 17 de Agosto de 1746 Tomar; cc Ana Maria;
- José da Mota, c. 13 de Setembro de 1740 Tomar; cc Teresa de Jesus;
- Bárbara da Mota, c. 28 de Novembro de 1714 Tomar; cc Jerónimo Pereira;
- João da Mota; cc Luzia de Almeida;
Segue o assento de casamento de Bárbara da Mota com Jerónimo Pereira, de 1714, o último documento sobre esta linhagem.
Aos vinte e outo dias do mez de Novembro
do anno de mil e sete centos e quatorze se
receberam matrimonialm. conforme o Sagrado
Concilio Trid. e Const. deste Arcebispado nesta
Igreja em prezença do R.do Vig.ro de Payo
de Pelle* de minha licença Jerónymo Pe
reira solt.o filho de Jerónymo Pereira e de
Izabel Francysca de Laveiros desta freguezia
já defuntos, e Barbara da Motta solteira
filha de João da Motta e de Luzia d'Almeida
já defunta (...)
*actualmente chamada Praia do Ribatejo



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